Não há lugar no universo em que as leis da física sejam tão flexíveis quanto em Hollywood. É o que mostra um novo livro lançado nos Estados Unidos. Confira as maiores furadas:
Filme: Jornada nas estrelasMancada: Assassinar sir Isaac Newton. Uma nave a 25% de velocidade da luz precisaria de três meses para frear sem se desintegrar. Prevendo episódios tediosos, os criadores deram um gato na 1* lei de Newton (a da inércia) e bolaram os amortecedores de inércia. Bom, às vezes, ataques danificam os amortecedores, e isso só faz a tripulação se desequilibrar, quando deveria virar purê.
Filme: Guerra nas estrelasMancada: Achar que existe ar no vácuo. Sem a resistência do ar, os destroços de naves atingidas nas batalhas espaciais não perdem velocidade, tornando-se armas letais para quem está nas redondezas. Sem falar no risco de atingir um tanque de combustível. Considerando que eles carregam energia suficiente para viagens interestelares, seriam umas explosões e tanto.
Filme: Querida, encolhi as criançasMancada: Jogar no lixo a física de partículas. O baixote Rick Moranis cria uma geringonça capaz de fazer com seus filhos encolherem. Um adolescente reduzido ao tamanho de uma formiga teria exatamente o mesmo número de átomos em seu corpo. Em outras palavras, teria o mesmo peso de antes. Como levar os moleques na mão?
Filme: Homem-aranhaMancada: Criar matéria do nada. A teia sai de dentro do Aranha. Então um passeio por Manhattan seria menos inofensivo do que parece nas telas: a cada 100 metros de teia que lançasse, Peter Parker perderia 3% do volume do seu corpo, como acontece com as aranhas de verdade. Em 1,5 km já teria abandonado um terço do seu organismo. Mas tudo bem ele é um super-herói.
Filme: A.I – Inteligência artificialMancada: Esquecer a tomada do robô. Os robôs ali dispensam quaisquer fontes de energia. Vai ver eles carregam um estoque. Tarefa árdua: se fossem movidos a gasolina, teriam que levar 860 kg para durar 10 anos. Melhor pensar em algo como energia nuclear. Neste caso, a engenhoca vivida pelo garoto principal viraria uma pequena Chernobyl após os dois mil anos que passa debaixo d’água.
Filme: O dia depois de amanhã
Mancada: Derreter a Antártida sem avisar os espectadores. Nova York é atingida por um super-tsunami, e acaba submersa por 46 metros de água. Legal. Mas para tanto seria preciso derreter 75% do gelo da Antártida de uma vez. E isso só aconteceria se toda a energia solar que chega ao planeta ficasse direcionada ao Pólo Sul por dois anos. Não seria algo discreto, mas os cientistas do filme não são lá muito atentos mesmo.
Filme: ArmageddonMancada: Não ter destruído a terra. Usar uma bomba nuclear para partir em dois um asteróide prestes a se chocar com a Terra, desviando suas metades da rota. É o plano que salva o mundo. Só que a humanidade teria pouco para festejar. É que as metades dos asteróides passariam tão perto que exerceriam uma força gravitacional 100 vezes maior que a da Lua, causando marés que engoliriam países. Sem falar nos furacões que deixariam de rastro ao interferir na atmosfera. Mas seria um bom começo para explicar “O dia depois de amanhã”.


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